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04/10/2017

Entidades querem que PR se comprometa a mudar status para livre de aftosa sem vacinação apenas em bloco

Beto Richa recebeu documento em reunião realizada na SRP e garantiu que Estado não fará nada em desacordo com o setor

 

Entidades do agronegócio de Londrina e região reunidas no começo da tarde desta quarta-feira, dia 4 de setembro, no Recinto Milton Alcover, no Parque Ney Braga, entregaram ao governador  Beto Richa documento em que manifestam preocupação com a possibilidade de o Paraná mudar o status para livre de febre aftosa sem vacinação isoladamente e pedem ao Governo do Estado que siga o plano proposto pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa.

O Mapa aprovou versão definitiva do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), por meio da Portaria nº 116, publicada na segunda-feira (02), no Diário Oficial da União. O conjunto de normas traz as ações que serão desenvolvidas nos próximos dez anos para o Brasil tornar-se área livre da doença sem vacinação a partir de 2023.

Houve uma reorganização dos blocos 4 e 5 de estados. O bloco 4 passou a ser englobado pelos Estados de SP, MG, RJ, ES, BA, SE, GO, TO e o DF. O bloco 5, que antes tinha apenas RS e SC, passou a incorporar PR, MS e MT, visando ampliar a proteção do Brasil nas fronteiras com a Argentina, Uruguai e Paraguai.

Na reunião, Richa disse que reconhece a força do setor agropecuário para a economia paranaense. “Estamos tendo muito diálogo com todas as entidades para solucionar os problemas do Estado. Na questão da aftosa, não faremos nada em desacordo com o setor”, afirmou o governador.

Afrânio Brandão, presidente da Sociedade Rural do Paraná, agradeceu a presença e a posição do governador e disse que o agronegócio pode respirar mais aliviado tendo a palavra de Beto Richa de que o setor não será pego de surpresa com medidas que podem trazer prejuízo à produção pecuária no Estado.

 

Abaixo, a íntegra da carta entregue ao governador Beto Richa

 

Londrina, 04 de Outubro de 2017

 

AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR GOVERNADOR

CARLOS ALBERTO RICHA

D.D. GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ

 

SENHOR GOVERNADOR.

 

REF.: Considerações a respeito do Paraná Livre de AFTOSA sem Vacinação

 

·         As Sociedades Rurais do Paraná e entidades abaixo nominadas reuniram-se recentemente para avaliar a solicitação da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR), encaminhada ao MAPA – Ministério da Agricultura e Abastecimento, solicitando uma Auditoria Orientativa para fins de verificação e capacidade do Serviço Veterinário do Paraná em preencher os requisitos necessários para o reconhecimento de Zona Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação.

        Sabemos do empenho e esforço feitos pelo governo, através do Órgão Estadual de Defesa Agropecuária no sentido de atingir 100% de vacinação no rebanho do nosso Estado. E, na medida do possível, vem fazendo investimentos para equacionar as demandas relativas à defesa sanitária animal, vegetal e a fiscalização da produção de alimentos e insumos agropecuários com vista à proteção de seus rebanhos, culturas e espécies de interesse econômico.

        O setor produtivo da Bovinocultura, assim como os demais setores, reconhecem o esforço e a importância desse novo status e também vem fazendo os seus investimentos, contribuindo com a melhoria no uso de novas tecnologias e processos produtivos, visando o aumento de produtividade e a qualidade de seus produtos, ao mesmo tempo em que gera emprego, renda e contribui de forma ampla com o fortalecimento e crescimento do agronegócio do nosso Estado.

       Diante da relevância e complexidade que é a busca para o reconhecimento de Zona Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação, cujo objetivo é alcançar todo o território nacional, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) elaborou o Plano Estratégico do Programa Nacional de Febre Aftosa – PNEFA para a retirada da vacinação em bovinos no país.

         Diante deste contexto, considerando que a transição de status sanitário contempla a posição geográfica e estrutural do país, fatores de risco, fronteiras internacionais, movimentação de rebanho, indicadores de comercialização e interesses comuns, nós, representantes das entidades abaixo nominadas, solicitamos que o Paraná cumpra o cronograma estabelecido pelo MAPA.

         Há 02 (dois) anos, entregamos pessoalmente um documento a V.Exa., elaborado após sucessivas reuniões entre os representantes dessas entidades, embasado em um estudo contemplando especialmente os riscos e impactos econômicos para o setor e, na oportunidade, expressamos nossa posição sobre o tema. O Paraná deveria buscar sim o status de Estado livre de febre aftosa sem vacinação, desde que em bloco.

         A fim de que o processo possa se dar de forma adequada, e que todos os segmentos da produção sejam igualmente ouvidos, respeitados e atendidos em seus anseios, solicitamos que qualquer definição diferente desta, isto é,  contrária às entidades aqui subscritas, que seja informado e discutido com grande antecedência, tendo em vista que o ônus econômico e social  é bancado sempre por quem investe e produz e o cenário que vivemos atualmente em nosso país não permite que os produtores absorvam mais uma conta.

         Oportunamente, solicitamos ainda que a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR), conforme havia se comprometido em reunir com as entidades ligadas ao setor produtivo, que de maneira aberta e transparente reúna o setor da bovinocultura e discuta com os produtores e entidades os efeitos que uma antecipação de status sanitário pode impactar em aspectos sociais, econômicos e de risco para o setor.

         Gostaríamos de salientar que aprovamos e aplaudimos todo investimento para aparelhar a ADAPAR, para que possamos ser exemplo de sanidade para o Brasil e exterior.

         Ressaltamos aqui, senhor Governador, o nosso respeito pelo seu trabalho e ações desenvolvidas para o crescimento do Estado do Paraná, especialmente do agronegócio, e por isso esperamos contar com a sua sensibilidade e atitude para que possamos continuar garantindo a união e harmonia neste setor.

 

Assinam a carta:

 

SOCIEDADE RURAL DO PARANÁ

SOCIEDADE RURAL DE MARINGÁ

SOCIEDADE RURAL BRASILEIRA

SOCIEDADE RURAL DE UMUARAMA

SOCIEDADE RURAL DE PARANAVAI

SOCIEDADE RURAL DE IBAITI

SOCIEDADE RURAL DE ASTORGA

SOCIEDADE RURAL DE CORNÉLIO PROCÓPIO

SOCIEDADE RURAL DE APUCARANA

SOCIEDADE RURAL DE MANDAGUARI

SOCIEDADE RURAL DE SARANDI

SOCIEDADE RURAL DE COLORADO

SOCIEDADE RURAL DO VALE DO IVAI

 ABCZ - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CRIADORES DE ZEBU

ACNB - ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE NELORE DO BRASIL

ABIEC - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS INDÚSTRIAS EXPORTADORAS DE CARNE

ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE GADO JERSEY DO BRASIL

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CRIADORES DE SIMENTAL E SIMBRASIL

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ANGUS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CRIADORES DE LIMOUSIN

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CRIADORES DE GADO PARDO SUIÇO

ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE BRAHMAN DO BRASIL

 ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE NELORE MOCHO – ACRIMOCHO

ASSOCIAÇÃO DOS PRODUTORES RURAIS DE JAGUAPITÃ – APROJAG

ANEL - ASSOCIAÇÃO DOS NELORISTAS DO PARANÁ

NÚCLEO PARANAENSE DOS CRIADORES DE GADO JERSEY

NÚCLEO PARANAENSE DO ANGUS

NÚCLEO PARANAENSE DOS CRIADORES DE  BRANGUS

NÚCLEO DOS CRIADORES DE CHAROLÊS DO NORTE DO PARANÁ

NÚCLEO DOS CRIADORES DE NELORE DA REGIÃO DE MARINGÁ

NÚCLEO DOS CRIADORES DE GADO DE LEITE DA REGIÃO DE MARINGÁ

OVINOPAR - PARANAENSE DE CRIADORES DE OVINOS

OVINOMAR - NÚCLEO DE CRIADORES DE OVINOS DE MARINGÁ E REGIÃO

COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL ALIANÇA DE CARNES NOBRES - COOPER ALIANÇA

MARIA MACIA COOPERATIVA MISTA AGROINDUSTRIAL

FRIGORIFICO ASTRA

CATIVA - COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL DE LONDRINA



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