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24/09/2018

Mudança no calendário do plantio de soja está em consulta

Para SRP, no entanto, pleito não é da região Norte do Paraná

A Sociedade Rural do Paraná é, a princípio, contrária à semeadura da soja após 31 de dezembro. A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) abriu consulta pública à Portaria nº 264, de 17 de setembro de 2018, que trata do vazio sanitário da oleaginosa. Os produtores rurais do Paraná têm até o dia 2 de novembro deste ano para emitir sua opinião.

As dúvidas da Rural estão sustentadas no fato de não haver uma explicação plausível para permitir o plantio após 31 de dezembro. “Nós sabemos da necessidade e da eficácia do vazio sanitário. A ferrugem asiática é uma doença devastadora. Desconhecemos se tem alguma argumentação técnica que permita essa mudança. No Norte do Paraná, não temos clima que permita colher antes de janeiro”, comenta o presidente da SRP, Antonio Sampaio.

A proposta da Adapar é substituir a Portaria nº 202/2017 atualmente em vigência, que define a data limite para semeadura, requisitos para cultivo extemporâneo (fora de época) de soja e outras medidas de controle da ferrugem asiática no Paraná.

A principal alteração trazida no texto se refere à semeadura da oleaginosa após a data de 31 de dezembro, para qualquer finalidade. Esta prática passa a ser permitida desde que sejam cumpridos uma série de requisitos, dentre eles:

 

1 - Inscrição da propriedade, do produtor e do Eng. Agrônomo responsável técnico no sistema da Rede de Informações de Defesa Agropecuária (REIDA);

2 - Apresentação da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) com plano de monitoramento e controle fitossanitário com limitação de duas aplicações por ciclo da cultura com fungicidas multissítios do grupo carboxamidas;

3 - Inscrição da Unidade de Produção, incluindo número da ART no Sistema de Defesa Sanitária Vegetal (SDSV); 

4 - Uso de agrotóxicos a partir da emissão de todas as receitas agronômicas exclusivamente por seu responsável técnico, diretamente no Sistema de Monitoramento do Comércio e Uso de Agrotóxicos do Paraná (SIAGRO).

Caso não seja possível atender aos requisitos acima mencionados, os campos de cultivo extemporâneos devem ser destruídos. A proposta também estabelece os limites máximos de infecção por ferrugem asiática. Acima destes limites os cultivos deverão ser dessecados para colheita.

A proposta de texto da Portaria 264/2018 pode ser lida na íntegra no site: http://www.adapar.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=328

 

 



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