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18/10/2018

Produtor precisa se atualizar para tirar melhores benefícios das tecnologias existentes, alerta professor

Ele destaca que são muitas as soluções propostas e é preciso saber o que usar

Agricultura de Precisão e o Novo Cenário da Produção Agrícola é o tema de uma das  palestras no Agrobit Brasil 2018, evento que acontece em Londrina nos dias 20 e 21 de novembro, e que será ministrada por José Paulo Molin,  engenheiro agrícola, professor associado da Universidade de São Paulo e presidente da Associação Brasileira de Agricultura de Precisão (AsBraAP), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Ele falará no primeiro dia do evento, 20 de novembro,  a partir das 10h10, na Arena AgroFuturo. Molin atua na interface entre a área de Máquinas e Implementos Agrícolas e a Agricultura de Precisão, especialmente com sensores, variabilidade espacial, mapas de produtividade, GNSS (navegação por satélite), aplicação localizada de insumos, semeadura, adubação e colheita.

Acompanhando de perto os avanços da agricultura de precisão, Molin faz um alerta aos produtores: “É preciso se atualizar. Tudo que está sendo proposto pode ajudá-lo. Mas ele terá que selecionar. É uma etapa de muitas soluções no mercado. E vai evoluir muito ainda. Teremos muitas novidades e espera-se que sejam mais completas e formem um conjunto harmônico para o produtor.”

O professor explica que a “agricultura de precisão” é um termo genérico para se referir a um conjunto de ações com o objetivo de se praticar uma agricultura com menos erros. Por enquanto, tem duas grandes vertentes, sendo uma ligada a máquinas com mais automação e precisão; e a outra, que ele considera  a mais importante, que é conduzir a lavoura considerando suas desuniformidades. “As lavouras não são uniformes e se as trato como sendo, estarei errando para mais ou para menos”.

A boa notícia é que hoje existem técnicas e tecnologias as quais os produtores podem lançar mão e que envolvem a expertise de profissões que até então não contribuíam com o agronegócio, como engenheiros eletrônicos e cientistas da computação.

“É um pouco cedo para fazer uma avaliação ampla, mas nesse momento há muitas ofertas no mercado e elas ainda estão confusas e não organizadas, o que acaba prejudicando.  É preciso organizar o mercado. O produtor precisa se atualizar e saber discernir, entre tantas ofertas, o que realmente será útil para ele”.

Ele destaca que as técnicas (como tratar cada talhão contemplando suas diferenças, por exemplo) e as tecnologias disponíveis (aplicativos, tecnologias embarcadas, etc) precisam andar juntas para que realmente haja resultados positivos e uma inserção da agricultura no mundo digital e de inteligência artificial. “Com isso será possível responder qual tecnologia usar dependendo da necessidade de cada um”.

Custos ainda altos

Na avaliação de Molin, é preciso também viabilizar tecnologias que caibam no orçamento do agro, “considerando que dos cinco milhões de propriedades rurais do Brasil, apenas 800 mil são enquadradas com capacidade de absorção de tecnologias mais refinadas.” Segundo ele, a  agricultura segue a lógica de que os reais investidos por hectare têm que ser pagos com o ganho de produção.

O Agrobit Brasil 2018 acontece nos dias 20 e 21 de novembro, no Parque de Exposições Ney Braga, em Londrina.

Serão dois dias de imersão, em que os participantes terão uma visão do que vem sendo feito na área, no Brasil e em outros países, em inovação e tecnologia para o campo, além da possibilidade da busca de soluções alinhadas com a real demanda dos produtores rurais.

A realização é da Sociedade Rural do Paraná, F&B Eventos, Sebrae Paraná e Londrina Convention Bureau, com apoio de diversas instituições.

As inscrições devem ser feitas pelo site www.agrobitbrasil.com.br. As vagas são limitadas.

 

 

Serviço

Agrobit Brasil 2018

Data: 20 e 21 de novembro

Local: Parque de Exposições Ney Braga, Londrina, PR

Mais informações: WWW.agrobitbrasil.com.br

 

 

 

 

 

 



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