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22/10/2018

Produtor do MT compartilhará experiência com agricultura digital no Agrobit 2018

Luimar Gemi destaca que os investimentos nas lavouras são grandes e não há mais espaço para erros

“Nós agricultores fazemos grandes investimentos nas culturas anuais. Investimos valores que não temos em mãos e fazemos isso porque acreditamos no potencial da agricultura. Portanto, não podemos mais errar”. O depoimento é do  produtor rural no Mato Grosso e presidente do Sindicato Rural de Sorriso, Luimar Luiz Gemi, que há oito anos é um adepto do uso de tecnologias. Sua experiência será compartilhada  com os participantes do Agrobit Brasil 2018, durante o painel “Agricultura digital e visão dos produtores de culturas anuais”, que será realizado no primeiro dia do evento, em 20 de novembro, no Parque de Exposições Ney Braga, em Londrina.

Segundo ele, a tecnologia permite tomada de decisões mais assertivas e tem parcela significativa de contribuição para as altas produtividades que o Brasil tem alcançado.  Luimar é produtor no MT há 22 anos. Produz, numa área de cinco mil hectares, soja, milho, feijão e algodão, sendo a soja a atividade principal, colhendo, em média, 300 mil sacas.

A agricultura de precisão foi sua porta de entrada para o mundo digital. “Aliando técnica e tecnologias disponíveis na época, pude investir menos e produzir mais, porque a agricultura de precisão me mostrou onde eu poderia fazer a correção; onde eu poderia investir menos e onde tinha  a necessidade de investir mais. Na média, o investimento foi menor e a produtividade maior”, garante.  A partir de então, o produtor nunca mais deixou de usar tecnologias disponíveis para resolver os problemas que surgem no dia a dia da propriedade.

As decisões sobre quais tecnologias usar são tomadas a partir do levantamento dos problemas e só então ele busca soluções no mercado, seja em Dias de Campo, eventos de tecnologia e até mesmo nas conversas com outros colegas produtores.

As tecnologias usadas em sua propriedade são, principalmente, as que já vêm embutidas nas máquinas, mas também não abre mão de outras, como drones e imagens de satélite. “As tecnologias da agricultura digital permitem também maior controle da propriedade, dos maquinários e da própria lavoura implantada”, diz. E exemplifica: através de uma imagem de satélite, consigo identificar problemas pontuais na lavoura. Uma mancha de cor diferente me dá um aviso que tem um problema e que devo verificar in loco. Também já existem  programas que, de dentro do escritório, posso observar a velocidade de plantio de uma máquina.”

Luimar ressalva, no entanto, que cabe ao produtor estar sempre atualizado. Ele conta que, em Sorriso, o Sindicato Rural é muito atuante em promover eventos para apresentar novas tecnologias, tarefa que desenvolve junto com o Senar. “Em um ano, o produtor já fica ultrapassado se não estiver sempre participando de eventos e atento às novidades que chegam ao mercado”, considera.

Embora haja muita oferta de tecnologia disponível no mercado, Luimar considera que os custos ainda são impedimento para maior adesão e também a dificuldade de muitos produtores em entenderem como funciona um programa. “Os agricultores querem programas que conversem com ele, que detectem o problema e apontem o diagnóstico. Aí fica mais fácil para ele aderir”, observa.  No MT, as propriedades já começam a passar da segunda para a terceira geração familiar. Os mais jovens têm mais empatia com a tecnologia, mas Luimar considera que mesmo as pessoas mais tradicionais, quando percebem o potencial da tecnologia no campo, aderem ao mundo digital.

 

 

Serviço

Agrobit Brasil 2018

Data: 20 e 21 de novembro

Local: Parque de Exposições Ney Braga, Londrina, PR

Mais informações: WWW.agrobitbrasil.com.br

 

 

 

 

 



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