Imprensa

29 de Junho de 2015

Movimento fecha documento pela duplicação da BR 369

Movimento fecha documento pela duplicação da BR-369

Mais de 200 entidades são signatárias de reivindicação para que concessionária antecipe obras previstas para 2021

Movimento reivindica obras em 120 quilômetros da rodovia, entre Jataizinho e Ourinhos

 
Representantes de 200 entidades participaram às 19h30 de ontem da primeira reunião do movimento "Duplicação da BR-369", no Parque de Exposições Arthur Hoffig, em Cornélio Procópio (Norte Pioneiro), para formalizar o documento que será enviado aos governos estadual e federal, que reivindica obras em 120 quilômetros entre Jataizinho e Ourinhos (SP). O Grupo Folha apoia a iniciativa. Conforme o contrato com a concessionária de pedágio Econorte, responsável pelo trecho da Rodovia Melo Peixoto, a previsão é que o início seja somente em 2021 e apenas para 31 quilômetros. 

Como o início da concessão data de 1997, a Associação dos Municípios do Norte do Paraná (Amunop), a Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi), sociedades rurais e entidades comerciais do Paraná se uniram para cobrar pressa no início da duplicação. O trecho é considerado extremamente perigoso e prejudicial à economia local, por dificultar o escoamento de cargas para São Paulo e diminuir o interesse de empresários para a instalação de indústrias na região. 

O diretor jurídico da Sociedade Rural de Cornélio Procópio (SRCP), Oswaldo Trevisan, afirma que incluirá no documento um levantamento do número de acidentes no trecho, que é grande. Mais de 500 assinaturas endossavam o pedido antes do evento de ontem. "São quase 20 anos que a concessionária cobra pedágio e foi feito muito pouco. Não é que não queremos pedágio, mas queremos a realização das obras necessárias", diz. 

Para o presidente da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Moacir Sgarioni, é preciso sensibilizar o governo estadual para antecipar o início da duplicação ou a prorrogação da concessão, com aval da União. "Não é só o escoamento do agronegócio, mas da indústria também. O Norte do Paraná tem problemas com o aeroporto de Londrina, que não tem posto da Anvisa, e não tem rodovia duplicada para Curitiba e para São Paulo. É um problema", declara. 

O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, defende ainda que a reivindicação pela duplicação se estenda a todo o Anel de Integração do Paraná. "A economia paranaense não pode abrir mão dessas obras e a Faep pede, junto ao governo do Estado, que sejam negociadas as tarifas também, reduzindo o preço e fazendo as obras", afiram, ao completar que se trata de um dos pedágios mais caros do País. 

Segundo Meneguette, no próximo dia 1º, ele e mais integrantes do movimento participarão de uma reunião no Ministério dos Transportes, intermediada pela vice-governadora do Estado, Cida Borghetti, para discutir a questão. Sgarioni complementa que ao menos é preciso rediscutir a planilha de custos e acelerar a obra, mesmo que com a possibilidade de antecipação da renovação da concessão. "Não estamos brigando com ninguém, só queremos a obra", reforça o presidente da SRP.
 
Fábio Galiotto
Reportagem Local



voltar para página anterior