Aberto o Agrobit 2019

Autoridades destacam papel de Londrina na área de tecnologia do Agro

Aberto o Agrobit 2019

A articulação e organização do Ecossistema do Agro em Londrina foi o tópico mais lembrando pelos presentes à abertura do Agrobit Brasil 2019, que está sendo realizado esta quarta-feira, dia 13, no Parque de Exposições Ney Braga, em Londrina (PR). A abertura, na manhã desta terça-feira (12), foi realizada pelo presidente da Sociedade Rural do Paraná, Antônio Sampaio, com as presenças da Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias; do Secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do MAPA, Fernando Silveira Camargo; do Secretário de Empreendedorismo e Inovação Paulo César Rezende de Carvalho Alvim, do Ministério da Ciência e Tecnologia, representando o ministro Marcos Pontes; do diretor presidente da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação Celepar,  Leandro Victorino de Moura, representando o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior; a deputada federal Luisa Canziani; o prefeito Marcelo Belinati; o gerente do Sebrae Norte, Fabrício Bianchi; e a presidente do Convention Bureau, Daiana Bisognin Lopes.
 
Em seu discurso, o presidente da SRP apontou a consolidação do evento que, em seu segundo ano, atraiu cerca de dois mil participantes inscritos. Isso se deve, segundo ele, principalmente pelo tema - processo de inovação na atividade agropecuária. “Gosto de comparar a evolução das atividades tecnológicas do ser humano a uma avalanche: algo que começa pequeno e vai tomando corpo e velocidade, chegando a uma situação incontrolável que continuará seu curso, queiramos nós ou não”, disse.
 
De acordo com Sampaio, cabe aos participantes da atividade agropecuária – produtores, pesquisadores, técnicos e comércio – “visualizar onde o futuro nos levará, para que possamos nos preparar e nossas atividades também”. “Quem, há 20 anos, colhia algodão com as mãos, se imaginaria hoje sentado na cadeira de uma máquina dirigida por um piloto automático, obtendo informação da lavoura através de um computador a bordo?”  
 
Segundo Sampaio, a SRP juntamente com a Governança do Agro – Agro Valley – que é composta por 30 entidades, instituições e unidades de pesquisa – tem trabalhado muito, nestes últimos anos, para construir um ambiente propício ao estabelecimento de trabalho de inovação tecnológica  da área . “Surgiu assim, o Ecossistema do Agro na nossa região, passando a atrair ações ao setor, como agora a implantação do Polo de Inovação Agro do Ministério da Agricultura. Já está em andamento também a criação da  Escola Técnica Agropecuária da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, com a colaboração do governo do Estado”, anunciou.
 
A ministra Tereza Cristina disse que cumpria, no momento, um compromisso que assumiu quando esteve na ExpoLondrina 2019, de tratar da inovação e tecnologia no Agro, “instigada pela deputada federal Luisa Canziani”, que demandou o primeiro Polo de Inovação Agro do MAPA em Londrina. “Nós temos outros estados brasileiros que estão na lista. Mas, além da insistência da deputada, também vimos aqui condições excelentes para nossa primeira ação na área. Londrina sempre foi um polo de inovação na agricultura tradicional, na agricultura de produtividade e continua sendo um polo de inovação para todos os setores”, afirmou.
 
A ministra lembrou que a criação do Polo de Inovação do Agro é um passo fundamental para o agro moderno, que o mundo espera do Brasil. E que não poderia ter escolhido um local melhor para instalação do primeiro que em Londrina, tão voltada à inovação, num estado como o Paraná. “A gente que anda pelo Brasil todo, vê estados que precisam de tudo, do início ainda. O Paraná está muito à frente. Vocês têm que se agradecer todos os dias. Vocês fizeram isso, foram os paranaenses que fizeram este Estado com o potencial que tem”, afirmou.
 
Segundo Tereza Cristina, embora o Paraná tenha o metro quadrado mais produtivo do mundo, não dá para parar de buscar novas tecnologias. “O Brasil tem a obrigação de alimentar o mundo e, por isso, cada vez mais temos que embarcar tecnologia no agronegócio e termos responsabilidade com a segurança alimentar do nosso país e mais de 160 países para os quais o Brasil exporta”, aponta.
 
A deputada federal Luisa Canziani lembrou que a demanda de alimentos no mundo é uma das questões mais importantes da atualidade. “Em muitos locais, faltam produção e distribuição de alimentos. Mais de um bilhão de pessoas passam fome no mundo. Além disso, temos a obrigação da preservação ambiental, de produzirmos com olhar muito apurado na questão da sustentabilidade. A grande saída para produção com a sustentabilidade é aliarmos a tecnologia, a inteligência artificial, a biotecnologia, a nanotecnologia”, afirma.
 
Paulo Alvin destacou que, durante dois dias, Londrina é a capital da inovação. “O Agrobit é um marco e nós estamos acompanhando tudo de perto. Por conta da força do Ecossistema de Inovação daqui, nós estamos com a primeira ação efetiva do agro 4.0”, diz. Segundo ele, isso vai mudar o agronegócio brasileiro. “O diferencial que Londrina apresenta na pesquisa científica tecnológica no agro é exemplar para o país”, afirma.
 
O presidente da Celepar, Leandro Victorino de Moura, afirmou que Agrobit está muito posicionado com as diretrizes de tecnologia do Estado. “Quando se fala de Agrotech, ainda não temos nada e queremos mudar isso. Londrina é o principal polo de agronegócio e Agrotech do Brasil. Aqui se tem um ecossistema que se comunica, que funciona. Nós estamos ainda tentando criar algo assim. Nós temos uma bandeira: o Paraná se tornar o estado mais inovador, mais moderno e menos burocrático do Brasil”, explica.
 
O prefeito Marcelo Belinati destacou que Londrina vem trabalhando e conquistando passos importantes para se tornar uma referência em tecnologia e citou a instalação recente, na cidade, do primeiro hub de Inteligência Artificial do país, o distrito tecnológico; as várias empresas de tecnologia avançada com sede na cidade, como a Atos e a multinacional TCS, do grupo Tata; o trabalho conjunto com entidades, sociedade, universidades, instituições de pesquisa e outros atores, que torna Londrina um polo de desenvolvimento tecnológico.