Aftosa

Rural mantém sua posição contrária à mudança de status do Paraná

Aftosa

A Sociedade Rural do Paraná (SRP) participou da 2ª reunião do Bloco V do Plano Estratégico do Programa Nacional da Febre Aftosa (PNEFA), em Curitiba, quando foi apresentado que o Paraná está avançando nas questões sanitárias, faltando poucos itens para o atendimento pleno da auditoria feita pelo MAPA.

A SRP manteve na reunião e mantém a sua posição contrária ao isolamento do Paraná de forma independente, em defesa principalmente da ovinocultura e bovinocultura e de toda a cadeia envolvida (casas de agro, curtumes, frigorífico, entre outros). A posição da entidade é favorável ao avanço do status sanitário de “Zona Livre de Febre Aftosa sem Vacinação”, mas não isoladamente fora dos outros estados do Grupo V (Rio Grande do Sul, Santa Catarina - que já possui o status -, Paraná, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso).

Esta oposição está referendada nos estudos feitos por instituições e entidades de renome nacional como ESALQ, Athenagro e também de profissionais conceituados, citamos aqui, Dr. Amauri Alfieri, mestre em virologia, doutor em biologia e professor de virologia e de doenças infecciosas, da UEL; Dr. Sérgio de Zen, mestre em ciências e professor do doutorado da USP e da ESALQ e do Dr. Maurício Nogueira da Athenagro, que mostraram nos trabalhos as preocupações sobre a volta da febre aftosa e problemas econômicos com a paralisação isolada.

Apesar das diversas Sociedades Rurais, Associações do Agro, SRP e ABCZ (Associação Brasileira de Criadores de Zebu) mostrarem as suas preocupações e apresentarem os estudos realizados, as argumentações foram consideradas irrelevantes pelos representantes das outras cadeias e autoridades do MAPA, que estão programando a paralisação da Vacinação em maio e a movimentação do rebanho em setembro de 2019.

A Sociedade Rural do Paraná sempre lutará pelo bem de toda a cadeia pecuária, independente da decisão, mas deixa claro que o Estado deverá levar em conta as consequências de um fechamento de empresas da cadeia produtiva da carne (ovina e bovina) no Paraná, o fluxo de animais entre os estados, principalmente São Paulo e Mato Grosso do Sul, para recria e engorda e a estrutura sanitária de fiscalização necessária.

 

Veja o estudo completo no Menu Posicionamento (https://srp.com.br/arquivos#posicionamentos)

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