Sociedade Civil se organiza para agilizar a duplicação da PR 445

Representantes de entidades de Londrina, região, Deputados e DER se reuniram na SRP

Sociedade Civil se organiza para agilizar a duplicação da PR 445 Reunião duplicação PR 445 / Divulgação

Nesta terça-feira, dia 20 de agosto, representantes de entidades da sociedade civil de Londrina e região e deputados estaduais se reúnem em Curitiba com o Governador Ratinho Junior, o Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex e a direção do DER (Departamento de Estradas de Rodagem) às 10h, para discutirem a duplicação da PR 445 – Mauá da Serra à Irerê -, um trecho de aproximadamente 50 quilômetros.

A agenda é resultado da reunião realizada na manhã desta sexta-feira (16), no Recinto Milton Alcover, no Parque de Exposições Ney Braga em Londrina, convocada pela direção da Sociedade Rural do Paraná (SRP) com o objetivo de viabilizar e agilizar o projeto e as obras de duplicação da rodovia, devido à importância dela para a região. Participaram representantes de 14 entidades e instituições (vide abaixo), além de Deputados Federais e Estaduais e do Superintendente Regional Norte do DER, Marco Aurélio Sguario

Durante a reunião, foi colocado que o Termo de Referência – estudo que antecede ao projeto e é imprescindível para o mesmo – já foi viabilizado e deve ficar pronto até o final de agosto. A partir desta informação repassada pelo representante do DER, as discussões centraram em qual opção mais rápida e viável da criação do projeto para a duplicação: através de um fundo levantado pela sociedade civil ou através do Governo do Estado, pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), onde já está inserida a PR 445.

A escolha da opção será definida após a reunião em Curitiba quando todas as dúvidas referentes à logística, estrutura, prazos e orçamentos serão esclarecidas. Segundo o presidente da SRP, Antônio de Oliveira Sampaio, seja qual for a decisão tomada, a sociedade civil organizada estará presente contribuindo e cobrando agilidade no processo da duplicação da PR 455.

As obras da duplicação dos 50 quilômetros faltantes da PR 445 estão orçadas em cinco a seis milhões o quilômetro. Só o projeto tem um custo de seis milhões, leva um ano para ser produzido e na sequência é necessária licitação. O grupo reunido na SRP pretende que de imediato seja duplicado o trecho que liga Irerê a Guaravera, em seus 26 quilômetros, sendo que o projeto teria um custo de cerca de três milhões.

Participantes da reunião

Sociedade Rural do Paraná (SRP), ACIL, Sindimetal Londrina, CEAL, Associação de Empresas do Polo Industrial de Cambé (AEPIC), Cooperativa Integrada, Cooperativa Cocamar, Cooperativa Uniprime, Belagrícola, Agro 100, prefeituras de Londrina e Tamarana, Seab e DER. Deputados Federais: Diego Garcia e Felipe Barros. Deputados Estaduais: Cobra Repórter, Luiz Claudio Romanelli, Tercílio Turini e Tiago Amaral. Vereadores: Felipe Prochet.

UEL e Residentes

O reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Décio Sabbatini Barbosa, e o vice, Sérgio Carvalho, participaram do início da reunião e apresentaram os problemas que a universidade enfrentará com o corte nos salários dos residentes da área de saúde, principalmente em relação ao atendimento ao público e na queda da qualidade do ensino dos cursos ofertados pela UEL.

Hoje a instituição possui 455 residentes em medicina, veterinária, enfermagem, fisioterapia, farmácia e odontologia, sendo 350 no Hospital Universitário. Esses residentes não atendem só nos hospitais e clínicas da UEL, mas também  nas UBSs e em hospitais públicos da região. O salário de cada um gira em torno dos três mil reais. O reitor e vice da UEL apelam para que as residências sejam mantidas até que se encontre uma solução para esses pagamentos, já que os cortes inviabilizariam a continuidade destes residentes e também novas contratações. Eles solicitaram o apoio das entidades e deputados  participantes da reunião.

“As entidades entendem que não se constrói um país sem educação e saúde. No caso dos residentes, estamos falando da formação de profissionais da saúde, de educação e também da assistência a classes menos favorecidas”, diz Antônio Sampaio, presidente da SRP.

Fonte:ASCOM SRP

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